Diário De Uma Escritora Dramática - Drama #2

20 Janeiro, 2019
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DIA 2

Decisões, futuro, escolhas… essas palavras costumam surtir em mim efeitos variados. Podem significar novos começos e inícios de novas fases, mas também significam algo desconhecido e abstrato. A segunda definição costuma me assustar bastante, sabe? Bastante.

Tem muita coisa acontecendo na minha vida esses tempos. Algumas mudanças eu posso citar, como o fim do ensino médio chegando aí e um buraco escuro e incerto se abrindo aos meus pés chamado “depois da escola”. Outras coisas, tão importantes quanto, ainda ficam para a sua imaginação, leitor. Vai saber na hora certa, mas por enquanto, é só isso que posso dizer.

Todas essas mudanças vão alterar o curso da minha vida, e em muitas delas, eu tenho que escolher. Escolher qual estrada percorrer, sabendo que essa escolha pode me afetar entre todos os futuros possíveis.

Mas minha mãe me disse que pensar sobre tudo isso agora é besteira. Ainda não tenho todas as cartas na mão e, sem elas, fica complicado ponderar qualquer atitude e seus efeitos. Sei disso e quero viver um dia de cada vez, mas o peso do incerto me abala às vezes, sabe, leitor? Tenho certeza que não sou só eu.

Contudo, eu costumo acreditar que, sejam quais forem minhas escolhas, serão para o resultado que meu futuro precisa ter. Não há culpa em deixar o destino segurar as pontas às vezes, não é? Eu também acho. Esse tal “destino” pode ser um grande amigo nessas horas em que não sabemos nada que está por vir.

As coisas nunca mais serão como antes. Mas está tudo bem, isso não precisa ser uma coisa ruim. Entendi que mudar é necessário e ficar estagnado é um erro. As fases são boas, cada uma do seu jeitinho especial e com um novo tipo de liberdade para nos guiar.

Sim, continuo morrendo de medo do desconhecido, mas acho que é por isso que o torna tão emocionante, não é? O que seria da vida sem um pouco de adrenalina e medo? É quase como uma montanha-russa, e eu posso afirmar que amo sentar nesse carrinho e ir de cima a baixo, sem nunca ter medo de despencar.

Estou naquela parte aterrorizante e emocionante da montanha-russa em que estamos subindo e subindo, apenas esperando pela descida e sem saber quando ela vai ocorrer. Mas eu conheço o que acontece depois: a gente desce a toda velocidade, com as mãos para o alto, começando com o medo e terminando com aquela sensação de não querer desacelerar nunca mais. Acho que é mais ou menos assim que a liberdade funciona.

 

Escritora Dramática (Ana Laura Marins).

 

 

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Sobre mim

Ana Laura Marins

Oie, eu sou a Ana Laura, tenho 15 anos e criei este blog para compartilhar meus sonhos e descobrir o meu lugar no mundo. Gosto de café, dias chuvosos e sorrisos sinceros, além da minha mania incurável de contar histórias.

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