O Lado Mais Sombrio - A. G. Howard

17 janeiro, 2017
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Olá queridos leitores, primeiramente, feliz ano novo a todos! Para a primeira resenha do ano, falarei sobre o livro que recentemente entrou para a minha lista de favoritos, e antes que perguntem, não, não é de terror. O título pode enganar as pessoas.

O Lado Mais Sombrio é a releitura do mundo de Lewis Carroll, Alice, que quem me acompanha há mais tempo já sabe que é o meu conto favorito. Nesse livro inovador, Howard atribui novos significados para o mundo maluco do País das Maravilhas, tendo como principal Alyssa, ninguém menos que descendente de Alice Liddel, a garota que inspirou o romance de Carroll.

Desde pequena, Alyssa é atormentada por colegas, com piadinhas sobre gatos falantes, chapeleiros malucos e coelhos apressados. Naturalmente, ela odiava o livro, pois causou muita desgraça em sua família. A mãe internada no sanatório por a acharem louca, sua avó, que também taxaram de maluca. Seu pior medo era acabar como sua família.

Alyssa esconde algo, pois não quer que a internem. Ela ouve insetos. Eles conseguem se comunicar com ela, lhe dizem coisas, sussurram. Nem seu melhor amigo, Jeb, sabe que ela pode escutar essas criaturas. Por muitos anos ela conseguiu ignorá-los, até um certo inseto em especial.

Uma borboleta azul, que sua mãe tinha horror, começa a povoar sonhos, e a vida da menina. Ela pesquisa no computador, e descobre que, pela lenda, são chamados intraterrenos. Eles vêm do “submundo” para a terra vez ou outra. Com várias outras circunstâncias, Alyssa acaba por descobrir que o País das Maravilhas não é tão fictício assim, e ela precisa encontrá-lo antes que seja tarde demais.

 

oladomaissombrio

Lá, ela vai entender que o País das Maravilhas, na verdade, é bem diferente do dos livros. Vai descobrir que a borboleta não é um simples inseto, mas Morfeu, que a colocará a prova de seus sentimentos e, principalmente, a prova dela mesma.

O livro é incrivelmente bem bolado, tudo tem uma ligação com o original. É claro, coisas mudam, mas a essência é muito bem preservada. Achei interessante o fato de a linhagem continuar, então pesquisei e descobri que, realmente, a família de Alice ainda continua. Sim, realmente existiu uma Alice!

O G1 fez uma reportagem sobre isso, pois em 2016, a história completou 150 anos. Lewis Carroll, amigo do pai de Alice, se encantou com a curiosidade da menina, e lhe contava histórias fantásticas. Escreveu um livro, que todos aqui já conhecem, com Alice protagonizando. Se quiserem ver a reportagem, aqui está o link:   http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/08/familia-de-alice-no-pais-das-maravilhas-ainda-vive-na-inglaterra.html

Mas o livro não para por aí! Atualmente, estou lendo o segundo, “Atrás do Espelho, o país das maravilhas foi só o começo”. Temos o terceiro também e, assim que eu ler todos, farei as resenhas aqui.

Se você gosta de fantasia e, principalmente, de Alice, você não pode deixar de ler esse livro. E, se não gosta, quem sabe esse livro não mude a sua visão? Se vocês lerem, mandem mensagens dizendo  se gostaram ou não, podemos trocar ideias!

Até o próximo post,

 

Ana Laura S. Marins

 

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Sobre mim

Ana Laura Marins

Oie, eu sou a Ana Laura, tenho 15 anos e criei este blog para compartilhar meus sonhos e descobrir o meu lugar no mundo. Gosto de café, dias chuvosos e sorrisos sinceros, além da minha mania incurável de contar histórias.

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